Torneio de Inverno
São Paulo Bass Clube
texto e fotos: Sergio Benassi



Aconteceu no último dia 27/06 o Torneio de Inverno realizado pelo São Paulo Bass Clube.

O evento contou a presença de 32 pescadores que se aventuraram na águas da Represa de Nazaré Paulista atrás dos Black Basses do local.

Um dia de muito vento tornou a pescaria difícil, apenas 4 duplas completaram a cota de 5 peixes, e a regularidade foi a chave para o sucesso na classificação


 

Classificação:

 

Relato dos campeões: Tchell e Aline
Pelos treinos sabíamos que a pescaria não seria fácil, que o peixe iria estar lento, mais para o fundo e extremamente seletivo quanto as iscas e o seu trabalho, mesmo pelo incomum calor desta época do ano.
Escolhemos pontos onde era possível a pesca de profundidade. Até às 13:00 havíamos capturado apenas um Black Bass, pelo menos era um de bom porte. Sabíamos que quando o vento desse uma trégua nós teriamos uma chance, pois os peixes eram detectados pelo sonar nos 6 ~ 11 m de profundidade, mas o forte vento impossibilitava a pesca com o trabalho bem lento, praticamente parado, pois era difícil manter o barco no lugar e bem posicionado. Após às 13:00 quando o vento deu uma trégua e provavelmente a pressão atmosférica se alterou, foi quando começamos a ter ações.
Todos os peixes capturados estavam na faixa de 6 a 11 m de profundidade, mas os maiores exemplares capturados estavam na faixa de 8 a 11 m de profundidade, todos colados no fundo. Após ter conseguido localizar os peixes em uma profundidade incomum, na minha opinião o que definiu o sucesso da pescaria, foi o rig e o seu trabalho, usamos jig head 2 g com equipamento leve, linha 4 lb e iscas floating 5" e 6", com trabalho lento, quase parado, com pausas de 5 segundos entre um toque a outro na isca.

Relato dos Vice-Campeões: Glauco Oda e Hirohsi

Pelas últimas pescarias sabíamos que ia ser um dia difícil, então adotamos a estratégia de procurar primeiramente completar a quota independentemente do tamanho do peixe para em seguida tentar trocar alguns peixes por exemplares maiores.
A estratégia deu certo, escolhemos algumas galhadas e logo no segundo ponto capturamos 2 basses e perdemos mais duas ações. Insistimos nas galhadas e ao redor delas e perto do meio dia já tínhamos feito a quota, com alguns peixes de tamanho médio.
Tentamos drops, estradas, mas não tivemos resultado, então voltamos para as galhadas e seus entornos onde por sorte conseguimos trocar mais 2 peixes.

As montagens que mais funcionaram foram: JigHead, AD, Carolina e Down-Shot. Detalhe: todos os peixes foram pegos no fundo, na fente ou nas laterais das galhadas, a maioria com trabalho lento.

 

Relato dos Terceiro Colocados: Hiranaca e Xilica
Sabado típico de inverno com uma massa fria entrando com pouca intensidade, mas ja foi o suficiente para termos vento o dia todo. Ja tinhamos os pontos pré determinados, todos eles a influência do vento atrapalhou um pouco tanto na movimentação do barco quanto no trabalho da isca quando muito leve. Mesmo assim tivemos várias ações de peixes pequenos mas o que foi notado é que eles pegavan a isca e largavam dai a estratégia foi a utilização de iscas menores e pesos mais leves oque deu resultado e logo fizemos a cota. Do meio do dia em diante tentamos buscar somente peixes maiores, com rigs diferentes entre nós pesos e cores de iscas tive uma ação no Rubber mas o peixe largou na hora da fisgado, provavelmente um peixe bom ja que o rubber tinha 1/2oz e um trailer de 4,5". Mas enfim oque funcionou foi o dowshot e quase no fim do tempo de pescaria o Fabinho pegou nosso maior peixe oque valeu a terceira colocação.


Quarto colocados: Edu Simodo e João Caparroz
Logo na largada ivemos um problema mecânico no motor, que acabou por nos atrasar (cabos de vela invertidos).
Sanado o problema decidimos buscar por árvores ou estruturas com sombra, ja que a água estava muito limpa.
Pescamos nesse tipo de estrutura o dia todo, pegando o peixe ora no trabalho ora na vertical.
A cor da minhoca que pra mim foi mais eficiente foi a watermellon seed, montado num down shot de 5 grs.
Pegamos todos os peixes nesse sistema.
Dessa vez não teve muito segredo.

 


 

Quinto colocados - Lucas e Tardeli
A estratégia da nossa dupla foi bem simples.
Sem sonar procuramos bater nos pontos costumeiros, variando sistemas e minhocas. Durante a manhã somente duas ações tímidas. Por volta do meio dia capturamos o primeiro bass, que nos animou pra tentar fechar nossa cota.
Durante a tarde um bass médio saiu em uma praia com árvores caídas; com apenas dois peixes no viveiro rumamos para o úlitmo ponto, e faltando 20 minutos para o fim da prova saiu o terceiro peixe. Os três blacks foram capturados com down-shot e minhocas pequenas (4 pol.) nas cores watermellon seed e baby bass com trabalho bem lento.
Apesar da grande profundidade em que a maioria dos basses estavam, nossos peixes foram capturados na faixa de 2 metros de profundidade. Acho que o que realmente nos ajudou foi insistir bastante nos pontos e tirar proveito das raras ações de bass do dia.



Fotos do evento:

OS AMIGOS

Eduardo Seto
Tardeli
   
Glauco Oda (Sr. President)
Gilson de Souza
Os inseparáveis, Gessulo e Don Corleone
Henrique "Paneta"
Fábio Martorano
Jayro
Lucas Setti

 


OS PEIXES

 
Fábio Martorano com 2 belos exemplares
Eduardo Simodo
 
Alexandre Hiranaca com um belo peixe
 

 

O PÓDIUM

Hiro Ninomya, o fotógrafo
Os Troféus

 

NOTA

O São Paulo Bass Clube Agradece a todas as pessoas que contribuiram com sua campanha de preservação. Com isso estamos garantido essa nossa paixão pela pesca por mais tempo. Cabe a nós conscientizarmos aqueles que ainda abatem Black Basses indiscriminadamente.

PESCADOR CONSCIENTE NÃO ABATE BLACK BASS