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Russ Bassdozer - Maio de 2007.
Marcos-chave, espíritos independentes
(mavericks, n.t.) e métodos demarcaram magnificamente as fronteiras do
finesse ao longo do tempo. Um sulista foi quem iniciou o finesse.
Charlie Brewer, membro do Fishing
Hall of Fame, natural do Tennessee, inventou a pesca com o Slider Worm,
usando tralha leve, uma filosofia de pesca finesse anterior a todas as
outras formas de finesse. A pesca com Slider, hoje, é praticamente a mesma
e igualmente efetiva como quando Charlie Brewer iniciou o finesse nos
anos 60.
Um sulista de outro tipo - um
californiano do sul e membro do Fishing Hall of Fame - Don Iovino é um
outro genitor do finesse. Por volta de 1969 ou 1970, Iovino inventou o
"doodling" - chacoalhar (shake, n.t.) repetidamente um peso (sinker, n.t.)
de bronze contra uma conta de vidro multifacetada - para atrair o bass
curioso com os giros e ruídos emitidos pela "fina e frágil minhoca verde"
de Iovino, uma isca que se tornou a personificação do Western finesse.
O tubo (tube bait, n.t.) pescado com tralha leve é, originalmente, uma
isca finesse. Inventados por Bobby Garland, natural do Oeste, no início
dos anos setenta, os tubos permaneceram exclusivamente como iscas finesse
para linhas finas até o final dos anos noventa, quando Denny Brauer -
mago do flipping - popularizou o flipping de tubos usando tralha pesada.
Garland também nos deu o primeiro
spider jig com rabo duplo e tentáculos na cabeça em 1974. Cerca de trinta
anos depois, o spider jig (também conhecido como hula jig) ainda é o preferido
como jig finesse para tralha leve para uso nos lagos profundos e com águas
transparentes do mundo todo. Diversas outras táticas de finesse evoluíram
no oeste nos anos setenta e início dos anos oitenta. Split shotting, jigheads
do tipo darter, pea (ervilha) e aspirin (formato de comprimido de aspirina,
n.t.), pequenos grubs de rabo simples são apenas alguns exemplos mais
notáveis. Um par de jornalistas do oeste, particularmente George Kramer
e Michael Jones, escreveram muitos artigos e mesmo livros abordando os
métodos finesse utilizados no oeste americano.
Contudo os pescador do oeste
não eram os únicos que superavam a concorrência com o finesse. Guido Hibdon,
natural do Missouri, foi considerado um professor do finesse. Hibdon usou
linha fina, tubos e pesos leves para vencer o Bassmaster Classic de 1988
e a ganhar os título de Angler of the Year em 1990 e 1991. Em 1997, Dion
Hibdon seguiu os passos do seu pai Guido para ganhar o Bassmaster Classic
usando tralha leve e um spider jig projetado pelo próprio Dion. No final
dos anos noventa o foco voltou para o oeste outra vez.
Aaron Martens, um jovem e virtuoso
pescador de bass, natural da Califórnia, praticamente sozinho, fez do
dropshotting a nova fronteira do finesse na América do Norte durante os
anos noventa. Provavelmente há cinco anos atrás, o "shakey jig worm" tornou-se
a nova fronteira do finesse. Saiu do sudeste e espalhou-se através do
continente. É, provavelmente, a tática a mais quente da atualidade.
No Japão, o wacky jig worm é uma
das mais recentes fronteiras finesse e por boas razões. De acordo com
Hideyuki Nomura, editor do Japan's Lure Magazine, foram dois profissionais,
Takuma Hata da Zappu Inc. e Toshiro Ono, da Jackall Inc., os pioneiros
da mania wacky jig worm. Em um artigo publicado na Japan's Lure Magazine,
Hata divulgou a técnica à imprensa japonesa logo depois de retornar de
um torneio na Coréia. Logo depois disso, Toshiro Ono conquistou o primeiro
lugar no Basser All-Star Classic de 2004 usando um wacky jig worm. Com
a imprensa especializada divulgando a nova técnica, não demorou muito
para que todos no Japão estivessem pescando com os wacky jig worm também.
E não demorará muito para que todos na América do Norte se tornem grandes
fãs do wacky jig worm também.
A grande estréia do wacky jig
worm foi em março de 2007. O presidente da Jackall e lendário projetista
de iscas, Seiji Kato veio para cá do Japão. Com um wacky jig worm, ganhou
o primeiro lugar como um co-angler na etapa do Bassmaster Elite, no lago
Amistad, Texas. Foi assim que Seiji demonstrou o wacky jig worm. Daqui
para o ano que vem (2008), pode anotar que muitos pescadores norte-americanos
terão wacky jig worms pendurados na ponta de suas varas light.
Mas há uma fronteira final do
finesse ainda mais recente do que aquela. A fronteira mais recente do
finesse começou há cerca de um ano atrás. Somente um pequeno punhado de
profissionais participantes das etapas do BASS e FLW, como Gary Yamamoto
e Shin Fukae, estão abrindo o caminho. Estão pescando com a mais fina
linha de multifilamento possível - linhas com diâmetro de monofilamento
de 2 libras. Logicamente, usar linha de multifilamento não é novo e usar
multifilamento em molinetes também não é novo, mas usar a linha com diâmetro
de monofilamento de 2 libras, isto é novo. É algo que, realmente, ainda
não foi feito. Todas as outras formas de finesse não chegaram a ir muito
abaixo da marca das seis libras, pelo menos não na pesca de bass na América
do Norte. Na prática, seis libras é a linha mais fina usada. "Nós desenvolvemos
esta técnica (usando multifilamento com diâmetro de 2 libras) há aproximadamente
um ano" diz Gary Yamamoto. "A primeira vez que nós começamos a usar foi
quando Shin (Fukae) ganhou US$200.000 na etapa da FLW, em abril 2006,
no lago Beaver, usando o Shad Shape Worm com um shaking jighead feito
no Japão."
Considere, no entanto, que embora
a linha de multifilamento tenha a espessura de um monofilamento de 2 libras,
ele tem a força de um monofilamento de dez libras. Há outros profissionais
participantes das etapas do BASS e FLW também pioneiros no uso de monofilamento
em molinetes. Os outros pioneiros tendem a permanecer com a margem de
segurança que o multifilamento com diâmetro de monofilamento de 6 libras
fornece. Não estão completamente prontos ou querendo dominar o nível seguinte
ainda, para finesse com linha do diâmetro do multifilamento de 2 libras,
como farão Gary ou Shin.
Visualmente, assistindo as coberturas
dos grandes eventos feitas pela TV, você não pode afirmar com certeza
quais profissionais estão usando multifilamento nos molinetes. Assim que
eles fisgarem algo, entretanto, aquele som parecido com eletricidade que
a lisa linha de multifilamento produz ao ser esticada pelos passadores
os denuncia. Hoje, são eles que estão empurrando a fronteira do finesse
com linha de multifilamento. "Um problema ou um incômodo com os shaking
jigs (e um veneno para todas as táticas que usam molinete, do slider ao
dropshot e outras mais) é a torção da linha," diz Yamamoto.
Devido à natureza dos molinetes,
a torção da linha começa quando você coloca a linha nova. A linha é torcida
(na verdade, ela se destorce torcendo no sentido oposto ao qual foi torcida
quando colocada) todas as vezes que sai do carretel quando você arremessa,
e ela é torcida (como se ela fosse colocada outra vez) todas as vezes
você recolhe a linha de volta. Os molinetes modernos têm mecanismos resistentes
à torção para lidar melhor com os tipos de torção da linha citados, mas
não eliminam estes tipos de torção. Eles apenas facilitam trabalho para
o molinete. Os tipos citados de torção poderiam ser gerenciáveis - se
fosse só isso - mas não é.
Além da torção causada pela colocação
inicial, arremessos e recolhimentos, mais problemas sérios de torção da
linha são causados pelos giros da isca. As montagens (rigs, n.t.) Dropshot,
shakey jig, tube jig e sem peso (como um Senko weightless) são notórias
por causarem desagradáveis torções de linha, laços torcidos e "cabeleiras"
(snarls and tangles, n.t.) que pode tornar um molinete inutilizável depois
de um par das horas, mesmo se você não pegar nenhum peixe, apenas da torção
da isca.
Instruções da Shimano:

Os problemas são multiplicados
pela intensa torção causada pelo peixe ao tomar linha contra a fricção,
e ao girar a manivela do molinete enquanto o carretel patina ou trava
durante uma luta com o peixe. Pegue um par de bons peixes e você poderia
acabar tendo que por de volta seu conjunto de molinete, com a linha toda
torcida, no porta-varas do barco antes do final da pescaria. É uma chateação
se você está pescando por diversão e você não puder continuar a pescar
eficazmente devido ao travamento causado pela linha torcida. Mas imagine
os problemas que a torção da linha poderia causar para pescadores como
Gary Yamamoto competindo em torneios de elite.
"Toda linha de monofilamento
ou fluorcarbono tem uma tendência para torcer, torcer, torcer até que
finalmente causa uma grande cabeleira em um arremesso, deixando aquela
vara fora de combate pelo resto do dia. Sob
a pressão de um torneio de elite, simplesmente não há tempo ou possibilidade
de parar para endireitar a linha ou para tentar impedir as inevitável
torções de linha (snarls, n.t.)," suspira Yamamoto. "Não é o caso de saber
se mas de saber quando a torção deixará uma vara fora de combate durante
um dia de torneio." "Por acaso, originalmente, eu usei linha de multifilamento
ao usar um shakey jig há aproximadamente um ano.
O que descobri ao pescar este
shakey jig era que linha multifilamento, como a PowerPro, absorve completamente
a torção," diz Gary Yamamoto. "Com fluorocarbono ou monofilamento, você
não consegue manter a linha destorcida. Entretanto, com multifilamento,
não há essa coisa de linha torcida. O problema é eliminado usando um multifilamento
como o PowerPro que parece ser capaz de absorver torções," diz Yamamoto.
Uma outra coisa é única: eu não
preciso trocar a linha PowerPro toda noite. Após cada dia de torneio,
eu precisaria trocar a linha de mono ou de fluoro a cada noite. Mas com
a linha de multifilamento, eu posso pescar todo um torneio de 3 ou 4 dias
sem precisar trocar a linha. A linha de multifilamento dura um longo tempo
entre torcas, assim eu não tenho que trocar a linha tão frequentemente
quanto antes. É um grande alívio não ter que preocupar-se com as trocas
de linhas de um feixe de varas toda noite de cada dia de torneio," agradece
Gary. "Assim, eu cheguei originalmente ao multifilamento a fim de evitar
a linha torcida.
Ao resolver o problema da torção
da linha, eu descobri também o benefício adicional de não precisar trocar
a linha muito frequentemente." É tudo por esta semana, pessoal. Na semana
que vem nós traremos mais da história, diretamente de Gary Yamamoto, sobre
como ele usa suas novas varas de molinete com linha de multifilamento.
"Eu sinto que eu obtenho mais flexibilidade no movimento da isca, um movimento
mais natural, e eu posso manter um contato melhor com a isca em águas
profundas," diz Gary. Nós contaremos mais sobre isso na próxima semana.
Notas: 1. Tradução: Eduardo K.
Seto - email: eks.fish@uol.com.br - Maio/2007.
2. Vários termos foram mantidos
no original porque, de forma geral, é assim que eles são, ou acabam sendo,
conhecidos e utilizados pelos pescadores de bass.
3. Link para artigo em inglês:
http://www.insideline.net/articles/frontier-of-finesse.html
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