A Spoonplugging Trip with Buck Perry
Por Buck Perry
Muitos pescadores manifestam seus desejos de ir comigo
numa pescaria personalizada. Uma vez que isto é fisicamente impossível,
vamos fazer juntos uma curta pescaria na Web, onde repassaremos alguns
conceitos básicos do Spoonplugging (pesca com a isca criada pelo autor,
n.t.).
Ao iniciarmos nossa pescaria imaginária, a primeira coisa a observar é
que nossos esforços serão direcionados para o largemouth bass. Alguns
de vocês podem não pescar primariamente o bass, mas este é o velhaco que
precisamos aprender a pegar. Se o fizermos, nós pegaremos não só bass,
como outras espécies também. (A fish, is a fish, is a fish - Um peixe,
é um peixe, é um peixe, n.t.)
Muito provavelmente, quando chegarmos à marina e perguntarmos, “Como está
a pescaria?” A resposta será, “Você deveria ter estado aqui na semana
passada.”
Mas, nós não estamos interessados na pescaria da semana passada, nós estamos
interessados apenas na pescaria de hoje. A boa notícia é que com apenas
uma rápida olhada na água, eu sei exatamente onde os peixes estão no lago
que estamos prestes a pescar. Eles estarão nos lugares rasos, nos lugares
mais profundos da área, ou em algum lugar entre eles.
Bem, isto sempre provoca sonoras gargalhadas e pode parecer surpreendentemente
estúpido. Mas, mais tarde, você deverá entender esta afirmação. Se não
entender, é porque você perdeu o significado de Spoonplugging.
Spoonplugging inclui conhecimento dos peixes, seus hábitos, e suas reações
aos estímulos. Ele também inclui apresentação das iscas na maneira correta.
Ao controlarmos nossas iscas para tirar vantagem do conhecimento dos hábitos
dos peixes, nós localizaremos os peixes e faremos com que ataquem as iscas.
A Figura 1 é uma visão lateral de um lago, que mostra uma seção do fundo.
Ela mostra água rasa e funda.
Nós definimos água rasa como a água que vai da margem até uma profundidade
de oito a dez pés (2,4 a 3,0 metros, n.t.). Qualquer água mais funda do
que oito a dez pés é referenciada como água profunda.
Para termos pescarias bem sucedidas, é preciso fazer uma distinção entre
água rasa e água profunda. Somente fazendo isto pode-se fazer uma correta
apresentação das iscas.
Para começarmos nossa pescaria, precisamos aceitar um par de fatos-chave
das pescarias. Esses fatos serão a base de toda a nossa filosofia de pesca.
São, digamos, as leis do Spoonplugging.
A água profunda é o lar do peixe. E, quanto mais velho um peixe fica,
e maior ele fica, mais relutante ele é para sair da água profunda. Também,
quanto mais velho o peixe fica, mais cerradamente ele se encarduma. Esta
não é uma boa notícia para nós pescadores, já que isto coloca os peixes
de qualquer lago num diminuta área de água profunda. Entretanto, temos
sorte porque periodicamente os peixes se movem para as águas rasas.
A Figura 2 também mostra um grupo de basses em água profunda e a direção
do movimento dos peixes durante a maior parte do ano, particularmente
durante o verão (temporada de pesca).
Durante a estação mais quente, o movimento dos peixes, da água profunda
para as águas rasas será em direção aos lados rasos e inclinados da área.
Embora alguns poucos peixes pequenos e espalhados possam ser encontrados
ao longo das margens íngremes e fundas durante esta época, na verdade,
será um desperdício de tempo gastar nosso tempo aqui. Esses peixes pequenos
e espalhados não são os que nos interessam.
A Figura 2 também mostra a posição dos peixes durante a chamada estação
de pesca. Esta posição é uma “santuário” de água profunda. Esta é a residência
primária do peixe, e a área onde ele passará a maior parte do seu tempo.
Se a profundidade estiver disponível, estimamos que o santuário médio
estará em torno de 30 a 35 pés (9 a 10,5 metros, n.t.). A profundidade
do santuário pode ser maior se uma frente fria (padrão do tempo) estiver
atuando e a água for extremamente transparente, a profundidade do santuário
pode ser de 40 a 45 pés (12 a 13,5 metros, n.t.).
Quando os peixes estão nestas profundidades maiores, na maioria das vezes,
eles estão inativos e não estão caçando. Para fazer contato, o pescador
deveria “saber” qual é o “ponto de contato” na “structure situation” (“situação
estrutural”, n.t.) que o peixe está usando. Ele deveria ser capaz de apresentar
iscas em profundidades maiores. Ele deveria ser capaz de “corricar” com
linha de aço e Spoonplugs maiores (séries 700 e 800 - iscas de 1 e 1 ¼
de onça, n.t.) . Ele deveria se capaz de ancorar (corretamente) e fazer
o arremesso com pesados “jump spoons” (Spoonplugs da série SJ, projetados
e construídos para profundidades maiores).
Quando os peixes estão nesta profundidade, na maioria das vezes, eles
estão inativos e não estão caçando. É difícil de achá-los e de controlar
nossas iscas artificiais ou naturais bem o suficiente para fazê-los atacar
as iscas.
A boa notícia é que os peixes não ficam lá o tempo todo. Uma vez ou duas,
num dia típico, os peixes ficam ativos e PODEM mover-se para as águas
rasas. Nós também estamos com sorte, porque quando os peixes se movem
para as águas rasas, eles não se movem de modo aleatório. Eles o fazem
por rotas bem estabelecidas, que chamamos de rotas de migração. (Structure
Situations) O quão longe os peixes irão em direção às águas rasas é controlado
pelo tempo (weather, n.t.) e pelas condições da água na época em particular.
As características do fundo (bottom features, n.t.) servem como guias
ou placas de sinalização que os peixes podem ver e seguir, assim eles
conhecem as suas posições em todas as vezes. Você e eu podemos achar e
reconhecer essas placas de sinalização.
Essas rotas estão ao longo de características do fundo chamadas estruturas.
Essas características servem como guias ou placas de sinalização que os
peixes podem ver e seguir, assim eles conhecem suas posições todas as
vezes. Nós também podemos achar essas placas de sinalização.
Em lagos naturais e muitas outras águas, a característica de fundo (estrutura)
mais comum que os peixes usam como rota de migração é uma barra inclinada
(sloping bar, n.t.) que se extende a partir de um ponto na margem, como
representado na Figura 2.
Há outras características de fundo que os peixes usam, reefs (fileira
de pedras, n.t.), humps (ilhas submersas, n.t.), velhos leitos de estradas,
etc. Qualquer que seja o tipo de rota, o peixe sempre usa características
do fundo (estrutura) diferentes da área ao redor. Adicionalmente, todas
as rotas de migração (structure situations) têm uma outra coisa em comum.
Elas sempre levam, ao longo de todo o trajeto, das águas rasas para a
água mais profunda na área – e vice-versa. (Estrutura + Água profunda
+ Percorre Todo o Trajeto = uma Structure Situation)
Vamos falar sobre a apresentação de iscas em profundidades maiores, 30-50
pés (9,0-15,0 metros, n.t.) ou mais. O primeiro requisito é que o pescador
“conheça” a característica do fundo (Structure Situation) que os peixes
estão usando em suas migrações (pontos de contato, etc.). Aqui é onde
o “Mapeamento e Interpretação” da ESTRUTURA torna-se tão importante no
treinamento do pescador.
Quando os peixes estão em águas mais profundas, fazer uma apresentação
“boa” ou correta pode ser difícil para o pescador médio. Pouquíssimos
pescadores sabem como “montar” (rig, n.t.) ou apresentar iscas corretamente
ao corricar em águas mais profundas. A maioria dos pescadores não presta
atenção para ancorar e arremessar com sucesso em profundidades maiores.
Eles nunca compreendem que CONHECIMENTO É A CHAVE PARA PESCAR CONSISTENTEMENTE
COM SUCESSO – quaisquer que seja as condições do tempo e da água, ou onde
quer que os peixes possam estar. Nosso Training Center dá conta de todas
essas coisas.
A Figura 3 mostra a migração completa dos peixes, que se moveram para
as águas rasas.
Esta rota de migração pode não ser sempre retilínea, uma vez que a estrutura
e as placas de sinalização que os peixes usam podem virar para a direita
ou esquerda.
Quando uma migração dos peixes ocorre, os peixes se movem ao longo dessas
estruturas, próximo do fundo, como um grupo ou cardume. Se as condições
são boas, eles podem se mover para 8 a 10 pés de profundidade (2,4 a 3,0
metros, n.t.). Se as condições são muito boas, uns poucos peixes se espalharão
nas águas rasas. Quando os peixes se espalham nas águas rasas, ao longo
das margens, o pescador fica atento, e é quando ouvimos falar que “os
peixes estão comendo”.
Em algumas épocas do ano, principalmente na primavera, os peixes podem
permanecer em águas rasas por um período de tempo, e eles podem se mover
para baías longínquas, abrigos, etc. Entretanto, na maior parte da estação
de pesca normal, eles ficam nas águas rasas somente por um curto espaço
de tempo, e a distância em que se espalham não é muito longa.
Os primeiros peixes que aparecem nas águas rasas serão os peixes menores.
Se os peixes com um ano de idade são pegos nas águas rasas, isto normalmente
significa que um movimento está ocorrendo, e os peixes maiores devem estar
a uma profundidade acessível, numa estrutura em área próxima.
Nunca espere que todo o cardume de basses grandes se mova para as águas
rasas e se espalhe ao mesmo tempo. Em todos os meus anos eu nunca vi mais
do que dois ou três peixes grandes moverem-se ao mesmo tempo.
Sei que você pescou as margens por um tempo e verificou que os peixes
estavam realmente mordendo. Mas quantos basses grandes você pegou? A razão
pela qual você não pegou muitos não se deveu a nenhuma falha sua, nem
foi porque ele eram velhos sabidões. Foi devido ao fato que os peixes
não estavam lá.
Suponhamos que alguns peixes se espalharam nas águas rasas. É quando o
pescador de margem marca pontos, e estas áreas passam a serem conhecidas
como “pontos quentes” (hot spots, n.t.). É sempre importante conhecer
estes lugares pois é potencialmente boa água. Esses pontos também servem
como uma chave para localizar as rotas de migração.
A margem, em si, nunca é o fator que determina se este é ou não um ponto
quente. Ela é um ponto quente somente porque acontece da estrutura que
os peixes usam para se moverem do fundo para o raso conduzir ao ponto.
O movimento ou migração descrito é um movimento para o raso feito por
qualquer peixe maior que 900 gramas aproximadamente (2 libras, n.t.).
As condições do tempo e da água teriam que ser excelentes para que esses
peixes continuem nas águas rasas e se espalhem. Isso também significa
que o pescador médio e, especialmente o pescador de margem, nunca pegará
nenhum desses peixes.
Esta é, entretanto, uma situação ideal para um Spoonplugger instruído.
Isto porque um limite (limite legal de capturas, n.t.) de peixes está
encardumado e pescável a uma profundidade onde é fácil de controlar a
isca. A ação deverá ser rápida e furiosa.
Então, vamos começar a pescar…
Ao trabalhar um lago para determinar onde os peixes estão, eu gosto de
começar corricando (motor trolling, n.t.). O corrico tem muitas vantagens.
Ele permite que se cubra uma porção maior de água. A água pode ser checada
mais rapidamente, e em muitos casos, o corrico localizará peixes que a
pesca de arremesso não o fará.
Uma vez que a maioria das varas de arremesso não são boas para corrico,
usaremos uma vara mais curta e mais rígida, montada com uma linha pesada
e dura que possui marcas coloridas a intervalos regulares, assim nós sabemos
exatamente quanta linha está fora todas as vezes. Sempre me perguntam
se Spoonplugging requer equipamento especial ou se o pescador pode usar
o que ele tem. Se o seu equipamento funciona, tudo bem. O equipamento
de Spoonplugging foi projetado para dar o máximo de sensibilidade e controle.
O equipamento que não possua estas características não funcionará bem.
Suponhamos que o lago onde vamos pescar seja um onde nunca pescamos antes.
O que faríamos em primeiro lugar? Como começamos?
Quando pesco um novo lago, há uma coisa que tento descobrir antes de sair
da marina. Que é: onde ficam os “hot spots”? Quando os peixes estão comendo,
onde o pescador pega peixes? O que isto faz é indicar que há uma “Structure
Situation” produtiva na área.
Figura 4. Para começar nossa pescaria, nós usamos o menor Spoonplug (tamanho
#500), que nada a 2-4 pés (0,60-1,20 metros, n.t.) de profundidade.
Neste lago natural, disseram-nos que o lado norte do lago produz muitos
peixes em certas ocasiões. Esta é uma boa notícia porque ela nos diz que
há uma structure situation potencialmente boa em algum lugar nesta área.
Assim, rumamos para o lado norte do lago.
Olhando a margem, parece que ela tem cerca de uma milha (1.600 metros,
n.t.) de comprimento. Não nos disseram exatamente onde os peixes foram
capturados, assim pescaremos toda margem de uma milha de comprimento.
Começo minha pescaria corricando, assim o corrico é o PROFESSOR quando
estamos na água.
Para começar a pescaria, usamos o menor Spoonplug (tamanho #500) que nada
a 2-4 pés (0,60-1,20 metros, n.t.) de profundidade. Soltaremos cerca de
25-30 jardas (22,5-27 metros, n.t.) e iniciamos nosso corrico com velocidade
suficiente que assegure que a isca tem uma boa ação rápida (vibração lateral
curta - tight wiggle, n.t.). De tempo em tempo, a velocidade será aumentada.
Às vezes, nas épocas mais quentes, você pode ser surpreendido quão rápido
(9 ou 10 milhas por hora – 14,5 a 16 km/hora, n.t.) o corrico precisa
ser para produzir um ataque.
O pior erro que os pescadores cometem é não manter suas iscas na posição.
Cada tamanho de isca deveria nadar na profundidade projetada. Nosso procedimento
de corrico é feito de modo a manter cada tamanho de isca em suas posições
apropriadas mesmo que o contorno do fundo possa mudar constantemente.
(Uma advertência: o depth sounder (antecessor do sonar, n.t.) pode ajudar
na verificação da profundidade mas quando estiver checando águas rasas,
o depth sounder NÃO é seu guia. Seu guia é fazer as iscas menores nadarem
na posição).
Queremos colocar nossas iscas próximas do fundo, assim, elas batem no
fundo ocasionalmente. Em trechos com margens íngremes faremos a isca nadar
contra a margem, com a ponta da nossa vara quase tocando a margem.
Em alguns lugares as águas rasas contêm vegetação. Quando isso acontece,
vamos nos colocar o mais próximo possível da vegetação e manobrar o barco
de modo que não enrosquemos continuamente. Os Spoonplugs são projetados
para subir ao baterem em enrosco e na maior parte do tempo eles podem
ser limpos com toques rápidos na vara, sem recolher a linha. É onde está
a vantagem da vara mais pesada e da linha sem elasticidade.
Para manobrar o barco, primeiro movemos em direção à margem até que a
isca comece a bater no fundo. Então, muito lentamente (num ângulo gradual)
aponte o barco em direção à água mais profunda. Tão logo a isca nade livremente,
gradualmente manobre o barco de volta em direção à margem até que a isca
comece a bater no fundo novamente. Manobrando continuamente desta maneira,
os contornos do fundo serão seguidos independentemente dos seus formatos.
O depth sounder não possibilitará isso e a isca estará fora da posição
na maior parte do tempo. E uma isca fora da posição não pegará peixe.
Após toda a seção da margem ter sido coberta com o Spoonplug #500 e nenhum
ataque tiver sido produzido. Agora mudamos para o próximo tamanho (nada
mais fundo) de isca (um Spoonplug #400) que nada a 4-6 pés (1,20-1,80
metros, n.t.) de profundidade. Corricamos a isca ao longo de toda a margem.
Novamente, mantemos a isca na posição mantendo nossos olhos abertos para
as águas rasas e o terreno e manobrando do barco.
O terceiro tamanho de Spoonplug para água rasa é o Spoonplug #250, que
nada a 6-9 pés (1,80-2,70 metros, n.t.) (dependendo do comprimento da
linha). Nós o pescamos exatamente da mesma maneira que os outros dois,
corricando toda a margem, manobrando para que ele bata e nade livremente,
contornando o fundo à medida que avançamos. Se, em algum lugar pegarmos
um peixe, a área imediata da área onde pegamos o peixe seria pescada mais
detalhadamente, fazendo passadas adicionais de corrico e arremessando.
Quando se captura um peixe (bass, etc.) com 2 ½ libras (1,125 kg, n.t.)
ou mais no corrico, isto indica que os peixes estão se movendo numa “Structure
Situation” e que é sábio ancorar o barco e arremessar (Spoonplugs maiores)
com recolhimento rápido para as seções mais profundas. Em água mais profunda,
afunde a isca antes de fazer o recolhimento. Nós sabemos que estamos fazendo
a coisa direito quando um limite de peixes de bom tamanho (bass, etc.)
é pego em arremessos consecutivos.
Mas, digamos que nós não pegamos nenhum peixe. E agora?
Primeiro, vamos olhar o que realizamos até agora. Do ponto de vista da
captura de peixes, poderia parecer que desperdiçamos nosso tempo. Entretanto,
isto não é verdadeiro. Nós eliminamos a água rasa em toda a margem da
área norte. Uma vez que não pegamos nenhum peixe, precisamos presumir
que os peixes não estão na água rasa nesta época. Agora só temos a água
profunda e a água entre eles para pescar.
Nós ainda fizemos observações cuidadosas dos tipos de estrutura ou condições
do fundo na área. Nós as sentimos quando as nossas iscas bateram no fundo.
(Se você tiver um depth spotter, desligue-o quando você pescar águas rasas.)
Nós também observamos uma possível rota migratória, uma barra inclinada
(sloping bar, n.t.). Normalmente o contorno da margem indica se uma barra
está presente, entretanto, nossas iscas nos contaram que existe uma e
nos mostraram exatamente onde ela está. Nossas iscas confirmaram que há
apenas uma barra na margem norte. Então, estabelecemos a única rota migratória
possível nesta margem. Agora, ao invés de pescar uma milha ou mais de
margem, nós concentraremos nossos esforços na estreita barra que avança
para a água profunda.
Uma Palavra Sobre o Controle de Velocidade...
Durante o verão, com a água em temperaturas mornas, muitos pescadores
corricam muito lentamente. Geralmente, corricamos um spoonplug numa velocidade
rápida, assim ele tem uma ação boa e vibrante. Então tente aumentar a
velocidade até onde você ache que um peixe não possa pegá-lo. Então vá
mais rápido de vez em quando. Os spoonplugs são uma das poucas iscas que
mantêm suas profundidades exatas em velocidades altas. Nós precisamos
controlar a velocidade da isca tanto no arremesso quanto no corrico, até
acharmos a velocidade que instigue o peixe a atacar. A cor da água, temperatura,
condições da luminosidade, ou hora do dia podem requerer uma velocidade
diferente para fazer capturas consistentes. Sempre experimente várias
velocidades, especialmente as velocidades mais altas.
Neste ponto nós fazemos uma mudança decisiva em nossa apresentação das
iscas. De agora em diante, o fundo é nosso guia. Nós deveríamos tentar
manter as iscas movendo no fundo, ou o mais próximo possível dele, batendo
levemente, não arando.
Quando os basses estão em águas rasas eles atacarão uma isca nadando livremente.
Mas em água profunda, a isca batendo levemente no fundo obtém os resultados
desejados.
O próximo tamanho de Spoonplug é o #200. Esta isca atingirá até 12 pés
de profundidade (3,60 metros, n.t.). Nós vamos percorrer ou bater com
a isca na estrutura. Faremos passadas de corrico em várias direções através
da barra. Observe que nossas passadas de corrico mudam. Não vamos mais
seguir o contorno. Em água mais profunda, nossas passadas de corrico são
feitas em linha reta. A cada passada, assim que a isca passar a nadar
livremente, daremos a volta no barco e fazer outra passada em linha reta
para a isca atinja os locais altos do fundo novamente em uma direção diferente.
Se obtivermos ataques no Spoonplug #200, usaremos o Spoonplug #100 que
desce a 14-15 pés (4,2-4,5 metros, n.t.). Nós fazemos numerosas passadas
com esta isca, cobrindo todas as profundidades da barra, até 15 pés. Mantemos
a isca batendo levemente no fundo e cobriremos detalhadamente a barra
nesta profundidade.
Neste ponto, precisamos presumir que os peixes ou foram capturados ou
não foram. Se nenhum peixe foi capturado, significa que os peixes estão
mais fundo do que estamos pescando. Agora temos várias possibilidades.
Podemos esperar que os peixes se movam para água mais rasa ou podemos
tentar achá-los na água mais profunda. É aqui que o equipamento de Spoonplugging
é quase mandatório. Se estivermos equipados com uma vara curta e rígida,
com um monofilamento para corrico dura e pesada (No Bo), usaremos Spoonplugs
#700 e #800, e trabalharemos mais fundo para tentar achar os peixes. Estas
iscas permitem-nos trabalhar águas com 25 pés (7,50 metros, n.t.) de profundidade.
Ou podemos partir para linha de aço para pescar em profundidades ainda
maiores.
Como uma outra opção, podemos ir para uma outra área que demonstrou que
tinha estrutura potencial e poderíamos trabalhar a nova área do mesmo
modo que na margem norte. Se decidimos mover para um novo local, poderíamos
periodicamente retornar a esta área e checá-lo novamente para determinar
se ocorreu algum movimento de peixe.
Se decidimos permanecer aqui e esperar pelo movimento dos peixes, concentraríamos
nossos esforços em água tão funda quanto possamos atingir confortavelmente.
Isto normalmente seria feito ancorando e arremessando para os pontos mais
profundos da barra.
Assumamos, entretanto, enquanto trabalhamos a estrutura com nossos Spoonplugs
das séries #100 ou #200, tenhamos pego um bass. Ele foi pego em água profunda,
assim, pode significar que um cardume está presente. Imediatamente, nós
posicionamos o barco para fazer arremessos. Nós arremessaríamos e deixaríamos
afundar um Spoonplug suficientemente pesado para trabalhar o fundo mais
profundo com um recolhimento rápido.
Na hora do ataque, rapidamente marcamos a posição do barco através de
um ponto de referência na margem (e, idealmente, jogamos um marcador).
Isto é importante, pois os peixes estão encardumados e estão em uma área
pequena. Precisamos colocar nossas iscas no local exato. Se necessário,
fazer uma passada adicional (a partir de outra direção) e jogar um segundo
marcador. Isto identificaria precisamente a posição de ancoragem do barco.
A Figura 5 mostra as posições que assumimos para fazer os arremessos para
localizar um cardume de peixes.
Queremos ancorar o barco tão raso quanto possível, mas perto o suficiente
que permita que nossos arremessos caiam imediatamente após os peixes.
Se ancorarmos fundo demais, teremos dificuldades para manter nossa isca
no fundo.
O tamanho da isca usada para os arremessos será determinado pela profundidade
em que ancorarmos; quanto mais fundo ancorarmos, maior a isca. Nosso arremesso
é feito logo após o cardume e deixamos a isca ir até o fundo. Fazemos
a isca percorrer o fundo e usamos um recolhimento contínuo e rápido. Quando
você conseguir um ataque, tire o peixe do cardume rapidamente. Não queremos
que ele espante os outros peixes ou que eles o sigam até o barco.
Quando você está nesta situação, não se surpreenda se você se atrapalhar
todo. É uma pescaria excitante. Simplesmente trabalhe-o o mais calmamente
possível e continue trazendo-o. O cardume de hoje poderia ser de quatro
libras (1,80 kg, n.t.), o de amanhã poderia ser de seis libras (2,70 kg,
n.t.). Mas um pescador não viveu até ele ter um cardume dessas maravilhas,
onde cada arremesso coloca uma na fieira. Isto é pescaria de qualidade
superior.
Achar rotas de migração e se posicionar para pegar peixes como mencionado
não chegam sem tempo, esforço e paciência. Uma vez que você acha estas
rotas, elas se manterão efetivas até que uma mudança no nível da água
ou no fundo faça com que os peixes não as usem mais. Na maior parte do
tempo, os netos podem contar onde achar os peixes.
Algumas palavras finais…
Esta foi uma rápida visão geral de alguns dos fundamentos do Spoonplugging.
Espero que o compartilhamento de algumas coisas que aprendi ajude-o a
usufruir das memoráveis capturas que os Spoonpluggers experimentam freqüentemente.
Há, entretanto, muito, muito mais coisas que precisamos saber se desejamos
tornar-nos grandes pescadores. Este conhecimento é fornecido em nossas
outras publicações, nosso curso de auto-estudo e cursos em salas de aula
e na água. Eu o encorajo a experimentá-los e me permita compartilhar com
você o conhecimento que adquiri ao longo dos anos. Lembre-se, conhecimento
é e sempre será a chave para pescarias bem sucedidas.
Notas:
1. Tradução: Eduardo K. Seto – email: eks.fish@uol.com.br
- Junho/2007.
2. Vários termos foram mantidos no original porque, de forma geral, é
assim que eles são, ou acabam sendo, conhecidos e utilizados pelos pescadores
de bass.
3. Link para original em inglês: http://www.americaoutdoors.com/fishing/features/perry/spoonplug_trip.htm
4. Link para vídeo – como corricar Spoonplugs: http://www.spoonplugger.net/spoonplugger_net/Lunker_Lore.html
5. Site oficial de Buck Perry, para consultar toda a tralha utilizada
pelo autor: http://www.buckperry.com/
6. Link para artigo que explica como montar a tralha para corrico em água
profunda: http://www.americaoutdoors.com/fishing/features/fish_deep_water.htm
7. Link para artigo/entrevista com Buck Perry, de 1995, com esclarecimentos
sobre o conceito de “structure”: http://www.boats.com/news-reviews/article/buck-perry-on-structure
8. Pesos dos modelos de Spoonplugs:
| Modelo |
Peso (onças) |
| 500 |
1/8 |
| 400 |
¼ |
| 250 |
3/8 |
| 200 |
½ |
| 100 |
5/8 |
| 700 |
1 |
| 800 |
1 ¼ |
|